sexta-feira, 11 de agosto de 2017

SEXTA-FEIRA DA 20ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,34-40).

Já estamos acostumados a ouvir que os mandamentos de Deus são resumidos por Jesus, a partir do amor que dedicamos a Deus, a nós e aos irmãos. O AMOR É O VÍNCULO MAIS FORTE PERANTE AS RELAÇÕES QUE VERDADEIRAMENTE NOS ACRESCENTAM ALGO DE BOM. No entanto, será que vivemos o genuíno amor de Deus em nossas relações? Sabemos aplicar este amor de forma cotidiana e respeitosa nas relações com aqueles que são nossos companheiros de vida? Jesus sugere até que amemos os nossos inimigos. “Amar os inimigos?! Quem já viu isso?! Amo aqueles que me amam também!”. O AMOR QUE NOS CHEGA DO ALTO NÃO É CORROMPIDO POR SENTIMENTALISMOS BANAIS E POR COLOCAÇÕES MERAMENTE RACIONAIS A QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS A VIVER. Em Deus, amar não é sinônimo de gostar, mas de RESPEITAR. Porque tenho amor próprio, sei que não devo manter algum tipo de relação com aqueles que me fazem mal. Entretanto, não sairei atirando pedras em ninguém. Preservarei o amor no seu sentido mais essencial e necessário de ser. Sendo assim estaremos aplicando, de forma concreta, o amor que dispensamos a Deus. São João chama de mentiroso aquele que diz amar a Deus, mas não ama o seu irmão. Com a 1ª leitura, constatamos um exemplo muito forte do amor verdadeiro que abre as portas dos céus para nós (Rt 1,1.3-6.14-16.22). Rute demonstrou amar a Deus, acolhendo, na pessoa de sua sogra, o fiel e verdadeiro sentido de viver em prol do outro. Voltando o nosso olhar para o contexto cultural pelo qual estamos acostumados, este exemplo é mesmo avassalador. AMAR O PRÓXIMO, AINDA QUE SEJA A NOSSA SOGRA! “Para onde fores irei contigo, onde pousares, lá pousarei também. Teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus”. Foram estas as palavras de Rute a Noemi. Palavras que denotam o sentimento de alguém que compreendeu o que é amar a Deus e ao próximo. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUINTA – FESTA DE SÃO BARTOLOMEU, APÓSTOLO (ANO PAR): “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade” (Jo 1,45-51).

A oração que diariamente oferecemos a Deus, juntamente com o profundo compromisso da caridade aos irmãos, deve nos ajudar a sermos sempre mais autênticos, sinceros e defensores da verdade. HOJE CELEBRAMOS A FESTA DO APÓSTOLO SÃO BARTOLOMEU, QUE NO EVANGELHO É APRESENTADO COM O NOME DE NATANAEL. Este era o seu nome antes de iniciar o seu ministério de discípulo e apóstolo de Jesus. Bartolomeu era um homem íntegro. O próprio Jesus reconheceu esta virtude. Este discípulo soube reconhecer a presença de Deus na pessoa de Jesus, mas ficou estupefato por ser Jesus um nazareno. Foi sábio, mas sua sabedoria estava ainda envolta ao preconceito que dominava a mente e a cultura daquela época. Mas Jesus não ficou chateado com tal preconceito. Ao contrário! Elogiou a sinceridade daquele homem, ao ponto de fazê-lo tornar-se seu discípulo. Com este episódio tão nobre que o evangelho e a liturgia nos oferecem, deixemo-nos que Deus provoque os nossos corações a respeito do precioso dom da sinceridade. ATÉ QUE PONTO CHEGA A NOSSA ATENÇÃO PARA COM A VERDADE? SABEMOS CULTIVÁ-LA, SEMPRE MOVIDOS PELA CARIDADE? Celebrando a graça de Deus presente nos apóstolos de seu Filho Jesus e da Igreja, reconheçamos a autoridade desta importante instituição sagrada, uma vez que Cristo confiou aos apóstolos e aos seus sucessores legítimos o dom e a missão de conduzirem a Igreja, povo de Deus, ao caminho do amor, da justiça e da verdade. Jesus acreditou na vocação de Bartolomeu. ANTES QUE HOUVESSE CERTO ENCANTAMENTO DA PARTE DE BARTOLOMEU, A RESPEITO DA PESSOA DE JESUS, O PRÓPRIO JESUS JÁ TINHA EM SEU CORAÇÃO O DESEJO DE ACOLHER AQUELE HOMEM COMO SEU DISCÍPULO E MISSIONÁRIO. É preciso que encontremos Jesus e o reconheçamos presente em nossa vida, assim como fez este apóstolo. É preciso também que reconheçamos carinhosamente a presença divina nos bispos e sacerdotes de hoje, legítimos sucessores daqueles homens que iniciaram a caminhada cristã, a partir do próprio Cristo Jesus. Que assim possamos vislumbrar o novo céu e a nova terra (1ª leitura – Ap 21,9-14) que o nosso Deus incansavelmente lança ao nosso dispor. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUARTA - FESTA DE SANTA ROSA DE LIMA, PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA: “O reino dos céus é como um tesouro no campo. Também é como um comprador que procura pérolas preciosas” (Mt 13,44-46).

Celebrando hoje a festa de Santa Rosa de Lima, aquela que se tornou a padroeira da América Latina, a nossa Igreja nos concede a oportunidade de conhecer um pouco mais o testemunho desta santa, a fim de percebermos que, ASSIM COMO O EVANGELHO FEZ MORADA EM SUA VIDA, NÓS TAMBÉM PODEMOS ABRIGAR OS PRINCÍPIOS DA PALAVRA DE DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES E VIVÊ-LOS COM O MESMO AFINCO E INTENSIDADE. O evangelho de hoje ressalta duas parábolas que destacam a importância de querer ir ao encontro do amor de Deus. Nesta mensagem, Jesus diz que PARA TER ACESSO AO TESOURO ESCONDIDO E À PÉROLA PRECIOSA, É PRECISO IR ATÉ ELES. Cheio de alegria, o homem VAI, vendo os seus bens para adquirir o terreno e a tal pérola. DEUS ESPERA DE NÓS UMA DECISÃO. Santa Rosa de Lima soube decidir. Para o seu tempo, tornou-se modelo porque vivia os ditames da Palavra de Deus, de forma determinada e desprendida. Encontrou muitas provações ao longo do seu caminho missionário e vocacional. Mas, por ter sido dedicada, tornou-se uma pessoa apaixonada por Jesus. AO CELEBRARMOS SANTA ROSA DE LIMA, SABOREANDO O CONTEXTO DO MÊS VOCACIONAL, PRECISAMOS VIVER TAMBÉM DE FORMA APAIXONADA, PARA QUE A NOSSA ALEGRIA, SEJA A MESMA ALEGRIA QUE FEZ O HOMEM DAS DUAS PARÁBOLAS, VENDER TUDO O QUE TINHA PARA FAZER DO REINO DE DEUS O SEU TESOURO E A SUA PÉROLA PRECIOSA. São Paulo hoje também nos chega como estímulo para o cumprimento de nossa vocação (1ª leitura – 2Cor 10,17-11,2). Porque se dedicou extremamente com o projeto de Jesus, dizia às comunidades que tinha por elas um amor ciumento. Porque queria bem a todos, SABIA CUIDAR DO EVANGELHO COMO UM VERDADEIRO TESOURO EM VISTA DO BEM COMUM. São Paulo sugeriu àquele povo que soubesse se apresentar sempre a Jesus, como uma noiva que se preserva para o seu noivo. A santa de hoje fez isso muito bem. Olhando para ela, para São Paulo e para o próprio Jesus, façamos também o mesmo. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

TERÇA - MEMÓRIA DE NOSSA SENHORA RAINHA (ANO IMPAR): “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,26-38).

Passado o dia da Assunção de Nossa Senhora, a Igreja nos permite mais uma vez observar a onipotência de Deus na pessoa de Maria, quando nos assegura que ela é a Rainha do Céu e da terra. PORQUE SOUBE SER A SERVA DE DEUS ENQUANTO ESTEVE ENTRE NÓS, SUA PRESENÇA ENCONTRA-SE GLORIOSA NOS CÉUS. Ela mesma reconheceu isto quando afirmou: “o todo poderoso fez grandes coisas em meu favor”. Maria é a Rainha, porque é a mãe do príncipe da paz (1ª leitura - Is 9,1-6). O povo da antiga aliança vivia triste e abatido pelo sistema vigente que oprimia e excluía. O profeta lhes fala de um tempo novo, a partir de um novo reinado com esperanças e novas expectativas. “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz”. Esta reflexão faz alusão ao tempo novo que surge com a vinda de Jesus, o príncipe da verdadeira paz. NÃO É JESUS O PRÍNCIPE POR SER O FILHO DA RAINHA. Tudo o que ocorreu com Nossa Senhora, foi para honra e glória de Deus, em seu Filho Jesus. A celebração de hoje foi instituída pelo Papa Pio XII, que teve a feliz intenção de aproximar a realeza de Nossa Senhora à solenidade de sua Assunção aos Céus. O salmista, prefigurando a imagem de Nossa Senhora, já havia dito que “à direita de Deus encontra-se a Rainha, vestida com vestes de ouro, ornada de esplendor” (Sl 44,10). OLHANDO PARA A REALEZA PRESENTE EM NOSSA MÃE DO CÉU, POSSAMOS PERCEBER QUE O REINO DE DEUS, QUE NÃO É DESTE MUNDO, FEZ DE MARIA A SERVA TOTALMENTE AGRACIADA COM OS DONS IMENSURÁVEIS DO SEU AMOR. Peçamos, hoje e sempre, que a glória de Deus presente em Nossa Senhora, atinja o nosso humilde coração que deve se fazer servo para experimentar o amor de Deus em seu reino de paz, justiça e de muito amor. Maria entendeu estas coisas. Olhando pra ela, entendamos também no existir de nossas vidas. E não esqueçamos: nossa Senhora é Rainha, porque nunca deixou de ser A SERVA DE DEUS. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEGUNDA – MEMÓRIA DE SÃO PIO X: “Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o bom” (Mt 19,16-22).

O filósofo Jean-Jacques Rousseau, suíço que viveu no século XVIII, entre tantos pensamentos, assim ele dizia: “o ser humano é bom, a sociedade é que o corrompe”. Cristianizando tal afirmação, podemos concordar e dizer que, essencialmente, o ser humano é bom, pois o mesmo traz consigo as marcas de Deus que o fez à sua imagem e semelhança. Todavia, JUNTO À BONDADE DE DEUS, INSTALOU-SE NO CORAÇÃO HUMANO A PRESENÇA NOTÓRIA DO DOM DA LIBERDADE. O evangelho que hoje somos convidados a refletir nos faz observar estes importantes detalhes. Uma pessoa repleta de boas intenções gostaria de saber de Jesus o que seria necessário para estender esta sua boa vontade aos princípios do evangelho que lhe conduziriam à vida eterna. É possível que sejamos cercados desta mesma postura que teve aquela pessoa ao dialogar com Jesus. SABEMOS OS MANDAMENTOS, VAMOS CORRIQUEIRAMENTE À MISSA, VISITAMOS OS DOENTES, FAZEMOS ALGO PELOS POBRES, TEMOS ALGUMA ATIVIDADE PASTORAL NA IGREJA ETC. CONTUDO, AO NOS FALTAR O ESSENCIAL, O AMOR DE DEUS QUE TRANSMITE A BONDADE “IN NATURA”, PODEREMOS SABER QUEM É JESUS, MAS A INTIMIDADE COM O SEU PROJETO DE VIDA A TODOS NÓS PODERÁ SER ALGO DESCONHECIDO OU PARCIALMENTE DESFAVORECIDO. Somos bons. O filósofo mencionado, atenta para isso. Tenhamos uma vida sempre mais vigilante, a fim de que não nos falte o primeiro amor: Deus entre nós. SE NOS ACERCARMOS DAS ORIENTAÇÕES QUE OS QUE VIVEM DESTE AMOR PRIMEIRO DESEJAM TRANSMITIR-NOS, CERTAMENTE VACILAREMOS BEM MENOS NESTA VIDA. Retornemos ao primeiro amor (1ª leitura – Jz 2,11-19). Afastemo-nos das divisões e dos falsos deuses para que Jesus não se entristeça conosco, como se entristeceu com aquele que tinha tudo para ser feliz, mas preferiu as riquezas deste mundo que abafam e sufocam as reais riquezas que nos chegam do alto. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

DOMINGO – ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA (ANO A): “O todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 1,39-56).

Para ser a mãe do Filho de Deus, Maria recebeu alguns privilégios, desde quando foi concebida até o instante último de sua vida neste mundo. A Igreja reconhece tais privilégios, chamando-os de DOGMAS, isto é, verdades de fé que não poderão jamais ser contrariadas ou refutadas. Porém, todas as maravilhas ocorridas na pessoa de Maria não foram para o seu benefício próprio. Nossa Senhora, a mulher “cheia de graça”, foi preservada de todo mal por conta de seu Filho Jesus. Jesus, Deus feito homem, não poderia nascer numa realidade envolta ao pecado. Da mesma forma, o corpo que abrigou o Filho de Deus, também não poderia conhecer a corrupção da morte. Portanto, vamos percebendo que TUDO O QUE ACONTECEU COM MARIA, ACONTECEU PARA GLORIFICAR O SEU FILHO JESUS. Maria foi preservada, em vista de seu Filho. Contudo, de uma coisa Deus não a preservou. Nossa Senhora não esteve isenta das dores que sentiu ao ver tanta injustiça e humilhação na vida de seu santo Filho. Porque ela não foi preservada de tais dissabores e sobressaltos, ela é também chamada de a MÃE DAS DORES. No entanto, como soube dar sentido às suas dores, Deus a levou, em corpo e alma, para o encontro pleno e definitivo com o seu amor. Ela é a nova EVA. A mulher vestida de sol. A rainha coroada de glória e esplendor (1ª leitura – Ap 11,19;12,1.3-6.10). Nossa Senhora é detentora de inúmeros títulos: Nossa Senhora das Dores, das Angústias, do Desterro, entre outros nomes. Mas não a temos como patrona da morte. Em seu Filho, a morte já foi vencida. Por conta de seu Filho, a morte foi destruída (2ª leitura – 1Cor 15,20-27). Deus fez grandes coisas naquela que soube ser sempre pequena. Ela reconhecia sua pequenez. Por isso lembrava-se de engradecer a vida no Senhor, seu Deus. Deus, ao olhar para Maria, olha para cada um de nós. E, apesar das nossas dores e sofrimentos, no tempo divino, seremos também elevados ao bem maior de nossas vidas. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SÁBADO DA 19ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o reino dos céus” (Mt 19,13-15).

Inúmeras são as vezes que Jesus se dirige aos pequeninos, pobres e excluídos para dizer que é deles o Santo Reino dos Céus. Ao se aproximar das crianças faz o mesmo. Seus discípulos tinham critérios, a fim de não deixarem qualquer pessoa se aproximar de Jesus. Jesus os adverte ao dizer: “não proibais...”. Em alguns instantes de nossas vidas, podemos viver censurando aqueles que nos precedem no contato direto e profundo com Deus. É POR ISSO QUE DEUS NOS QUER PEQUENOS. GRANDES, MOVIDOS PELO ORGULHO E PELA PRESUNÇÃO DE ACHARMOS QUE JÁ SOMOS CAPAZES DE NOS APROXIMAR DE DEUS, DAMOS COM “OS BURROS N’ÁGUA”. Lembremo-nos do pequeno Zaqueu da história do evangelho. Tão pequeno, gostaria de enxergar Jesus e por isso subiu numa árvore. Qual será a árvore que estamos necessitando subir para podermos ter mais contato com Deus? QUEM SE RECONHECE PEQUENO, DESEJA CRESCER. CRESÇAMOS JUNTOS. Esta é a lição muito acertada que acolhemos com a Palavra de Deus neste sábado. CRESCER É SUBIR. SUBINDO JUNTOS, NÃO ESTAREMOS CAINDO NA TENTAÇÃO DE PISAR EM NINGUÉM, PORQUE TODOS SEREMOS ACOLHIDOS POR AQUELE QUE É GRANDE, MAS SE FEZ PEQUENO PARA NOS ENGRANDECER. Saibamos acolher os pequenos, orientá-los... ajudá-los a terem mais discernimento na vida, a partir de nós mesmos. E assim faremos como fez Josué: “Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor!” (1ª leitura – Js 24,14-29). Quem se acha grande demais, ao cair um dia, terá também um imenso prejuízo. O tombo será maior. A física explica tal reação. Pequenos, humildemente reconheceremos que grande mesmo só o amor de Deus por nós. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam