quarta-feira, 18 de outubro de 2017

TERÇA-FEIRA DA 29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas” (Lc 12,35-38).

Se existe algo altamente desagradável é sermos pegos de surpresa para alguma coisa. O despreparo nos deixa desconcertados, talvez até sem conseguirmos dar um passo à frente. A parábola que Jesus hoje nos conta tem a finalidade de nos alertar para os percalços da vida. DEUS QUER QUE SEJAMOS SEUS SERVOS, MAS SERVOS VIGILANTES. Aliás, aqui já antecipo um importante detalhe: o tema da vigilância vai nos acompanhar durante alguns dias com a nossa reflexão diária do evangelho. DEUS QUER A NOSSA VIGILÂNCIA. ELE NÃO QUER SER UM ACIDENTE NA NOSSA VIDA. O encontro com o seu amor deve ser cheio de sentido. Alimentando uma ansiedade boa, este encontro ocorrerá de forma tranquila e madura. Trago a lembrança agora da clássica obra “O PEQUENO PRÍNCIPE”, destacando um dos diálogos do príncipe com a raposa, quando esta lhe fazia entender o que era mesmo o sentimento de se deixar cativar pelo amor. Assim falou a raposa: “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração”. Se nos apresentarmos diante de Deus de qualquer forma, sem termos zelo para com a sua presença que se dá através da oração, da caridade, do serviço e do amor aos irmãos, sem dúvida alguma estaremos demonstrando pouco caso com Deus. Não saberemos cativar ninguém, pois não seremos cativados pelo seu amor. Estejamos preparados. Jesus pede para cingirmos os rins e mantermos nossas velas acesas. “Cingir-se” é uma expressão muito comum no livro do Êxodo. Significa estar pronto para ir aonde quer que o Senhor envie. Façamos a nossa parte. Deus sempre faz a d’Ele. Caindo no pecado, motivados por esta falta de vigilância, manifestemos o desejo de remissão. Assim Deus nos acolherá e nos perdoará (1ª leitura – Rm 5,12.15.17-21). Estejamos prontos para darmos o nosso melhor para Deus. Na vigilância, seremos sempre recompensados. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEGUNDA-FEIRA DA 29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “A vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lc 12,13-21).

Somos seres de contradição. Quanto mais conseguimos, mais queremos. Esta triste realidade é também fruto do capitalismo, este sistema excludente e traiçoeiro que corrói a dignidade humana. Aprendemos que temos que nos esforçar, a fim de conseguirmos a nossa estabilidade econômica e social. Isto não está errado. COM DIGNIDADE, HONRADEZ E SENSATEZ, MEDIANTE OS NOSSOS ESFORÇOS E CAPACIDADES, VAMOS GALGANDO ÊXITO PESSOAL, FAMILIAR E PROFISSIONAL. Contudo, a partir do momento que o sentimento do verbo TER sufoca o desejo de vivermos bem o verbo SER, paulatinamente estaremos fadados ao fracasso e ao total descompromisso com o evangelho. Jesus nos faz entender esta triste e inexpressiva realidade com a parábola do homem rico. Alguém que soube multiplicar o fruto de seu trabalho, mas se perdeu quando tal multiplicação servia meramente para o acúmulo e não para a distribuição. O sistema capitalista atualiza esta parábola a todo instante. Porque há pessoas preocupadas em acumular e esbanjar, infelizmente há milhares que padecem e sofrem quando lhes falta o básico para viver. Jesus chama este homem de louco. O SER HUMANO QUE REDUZ A SUA VIDA SIMPLESMENTE AO ACÚMULO, AGRIDE O CORAÇÃO DE DEUS. Ter as coisas para fazer delas a alegria de sua vida, é o mesmo que derrubar os celeiros, a fim de construir outros maiores, como aponta Jesus com a parábola. APEGADOS AO DESPRESTÍGIO DO TER, ESQUECEREMOS QUE DEUS NOS FEZ NESTA VIDA PARA ACUMULARMOS UNICAMENTE O DESEJO DE ESTARMOS TODOS UM DIA COM ELE NOS CÉUS. Tenhamos as coisas, mas impelidos pelo simples propósito e pelo grande desejo de vivermos pela fé. São Paulo mais uma vez resgata esta certeza apresentando o exemplo de Abraão (1ª leitura – Rm 4,20-25). Esta importante personagem do Antigo Testamento não fez outra coisa a não ser acumular a fé e o temor a Deus, através dos longos anos que Deus permitiu que ele vivesse. TENDO AS COISAS, LUTANDO POR ELAS, SAIBAMOS CREDITAR EM NÓS A MÁXIMA CERTEZA DE QUE O AMOR NOS FAZ MULTIPLICAR O EXTREMO NECESSÁRIO AO NOSSO VIVER. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A): “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,15-21).

Se quisermos viver numa sociedade sempre mais organizada e disposta a por em prática o desejo pela prática do bem comum, precisamos compreender que somos de Deus. É Ele o primeiro a nos impulsionar para vivermos de maneira sólida e construtiva. Mas, para que isto aconteça, PRECISAMOS DE MAIS DISCERNIMENTO ENTRE AS COISAS DE DEUS E AQUELAS QUE NÃO NOS ENCAMINHAM AO SEU AMOR. O evangelho de hoje nos aponta novamente os fariseus tramando contra Jesus. Queriam saber d’Ele qual seria o seu pensamento sobre o aspecto político e social da época. Perguntaram-lhe o que Ele achava da moeda trazer consigo a imagem de César, o imperador romano. SE JESUS DEMONSTRASSE SER CONTRÁRIO, FALARIAM QUE ELE ERA PERIGOSO PERANTE O POVO. MAS SE FOSSE A FAVOR, ESTARIAM LHE CONDENANDO PERANTE AQUELES QUE VIAM NELE UM HOMEM DIFERENTE. Sem entrar em nenhuma querela política, Jesus manteve a sua opção de preservar a vida como dom de Deus. O ROSTO DO IMPERADOR ESTAMPADO NUMA MOEDA SERVIA SIMPLESMENTE PARA USURPAR AS PESSOAS, FORÇANDO-AS A RECONHECEREM N’ELE UM SER QUASE QUE DIVINO. Isto Jesus sabia muito bem e jamais poderia compactuar com tal comportamento. Jesus veio para libertar o ser humano por inteiro. Livrá-lo de qualquer situação que o impeça de se sentir plenamente realizado com os demais que aspiram o mesmo. DAR A DEUS O QUE É DE DEUS É DEVOLVER AO NOSSO CRIADOR E SENHOR A CAPACIDADE DE NOS FAZER FELIZES A PARTIR DO SEU IMENSO E INFINITO AMOR. Sem Deus, conforme hoje o evangelho nos ensina, somos limitados e não valemos um só vintém. Acreditemos que Deus pode nos surpreender com as suas escolhas, desde que saibamos fazer a certa opção de tê-lo conosco (1ª leitura – Is 45,1.4-6). Façamos uma revisão das nossas ações, a fim de podermos realizar escolhas sempre mais acertadas (2ª leitura – 1Ts1,1-5). Que a decisão de confiar a Deus o nosso proceder, sirva-nos como garantia para devolvermos, por meio do nosso amor, tudo aquilo que nos torna mais confiantes da sua graça entre nós. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

terça-feira, 17 de outubro de 2017

SÁBADO DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-12).

Testemunho é a palavra que Deus hoje nos assegura. Em tempos de tantas relações virtuais, onde emanam dissabores e desconfianças, inseridos numa sociedade que muitas vezes não nos oferece confiança e sustentabilidade com a vida, como cristãos que somos, necessitamos ir além. Precisamos construir e preservar os valores do Reino de Deus, para que a nossa vida seja uma extensão fiel e segura de que vale a pena lutar pelos princípios do amor. Conhecedores desta realidade, sejamos testemunhas do que Deus faz. Conhecemos aquela lei da física onde afirma que para toda ação existe uma reação. Testemunhando o amor de Deus e de suas proezas em nós, não haverá dúvidas de que Ele fará também o mesmo em prol de nossa felicidade. Mas, PARA LOGRARMOS ÊXITO COM O TESTEMUNHO A QUE SOMOS CONVIDADOS A DAR, A EXPERIÊNCIA DA FÉ DEVERÁ SER SEMPRE A NOSSA MAIOR GARANTIA. AFINAL, O QUE HAVERÍAMOS DE TESTEMUNHAR SEM A FÉ? Com fé naquilo que fazemos, mediante a aproximação da verdade que tanto necessitamos para legitimar a alegria em nossas vidas, Deus vem ao nosso encontro, através da presença santificante e operante do Espírito Santo. É preciso crer na ação do Espírito Santo, para que o nosso testemunho encontre força e sustento, em meio às adversidades da vida. Que o nosso agir esteja unido ao agir do Espírito Santo. Estejamos cercados pela fé que nos impulsiona sempre ao encontro das coisas de Deus. Nós que cremos em Deus, somos os seus herdeiros, a partir da salvação que nos deu o seu Filho Jesus. Mais uma vez analisemos o testemunho de Abraão, cuja lembrança é apontada por São Paulo (1ª leitura – Rm 4,13.16-18). Um homem que acreditou, pois tinha fé. E sua fé fez abraçar a ação de Deus em sua vida, apesar das contrariedades. Seja assim o nosso testemunho, pois assim valerá a pena acreditar e esperar em Deus. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SEXTA-FEIRA DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12,1-7).

Que o fermento é uma substância que, unida à farinha faz a mesma crescer e tornar-se uma massa agradável ao paladar, disto ninguém duvida. Mas chama a nossa atenção a forma pejorativa que Jesus fala do fermento no evangelho de hoje. Em outras ocasiões, Ele costuma mencionar o fermento como uma coisa boa. Cita até que devemos nos comparar ao fermento que faz a massa crescer. Todavia, aqui Ele faz referência à hipocrisia que habitava no coração dos fariseus. O evangelho de hoje é a continuação do evangelho que estamos ouvindo nestes dias. Após ter participado do banquete na casa de um fariseu e de ter provocado o mesmo à conversão de sua vida, Jesus se dirige ao povo, insistindo para que o mesmo tivesse cuidado com a forma leviana e traiçoeira de agir dos fariseus. O FERMENTO, QUANDO É BOM E UTILIZADO SOB MEDIDA, FAZ CRESCER, MAS QUANDO VAI ALÉM, INCHA E TIRA O SABOR. A hipocrisia que predominava no âmbito cultural e religioso entre os entendidos daquela época era o mal que corrompia por dentro. Volto a lembrar do outro episódio do evangelho. JESUS QUER QUE NÓS SEJAMOS UM FERMENTO BOM PARA QUE A MASSA SE TORNE BOA. Será que estamos sendo o fermento que ajuda a comunidade a crescer, a se sentir valorizada, a perceber em nós a presença de Deus, ou estamos repetindo as bobagens e a mesquinhez dos fariseus? Será que estamos ajudando o evangelho a encontrar espaço, como destaque verdadeiro em nossas famílias e comunidades, ou estamos inchados e inchando o nosso povo? A massa, crescendo qualitativamente ou inchada pode esconder ou burlar a presença do fermento. Mas Jesus também hoje diz que Deus tudo sabe, inclusive a quantidade dos nossos cabelos. NÃO TENHAMOS RECEIO DE DENUNCIAR AS SITUAÇÕES ABOMINÁVEIS QUE SUFOCAM A PRESENÇA DO EVANGELHO EM NÓS. Jesus nos previne. Confiemos n’Ele, assim como Abraão acreditou em Deus (1ª leitura – Rm 4,1-8). Se meros pardais não são esquecidos, muito mais nós que encontramos uma resposta incondicional do amor que sempre nos chega do alto. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

terça-feira, 10 de outubro de 2017

QUINTA-FEIRA DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles” (Lc 11,47-54).

SEM SERMOS DONOS DA VERDADE, APONTAMOS PARA AQUELE QUE É A VERDADE. Mas Deus nunca nos oferece a verdade como se vivêssemos numa ditadura. Em seu Filho, Ele nos quer dialogando e fundamentando o nosso pensar. Muitos, pelo medo, preferiam se calar. Acolhiam a lei dos fariseus e mais nada. DEUS NÃO NOS QUER CALADOS. Por conta disto, A PALAVRA SE HUMANIZOU, PARA QUE NÃO FALÁSSEMOS BESTEIRAS, MAS QUE TIVÉSSEMOS MAIS PROPRIEDADE E CONHECIMENTO DAS COISAS. Já naquele tempo, quem falava demais, isto é, quem defendia a verdade maior do amor de Deus, logo era condenado a morrer. Por isso, Jesus, como profeta, falou que eles matavam aqueles que falavam a verdade e depois se contentavam em construir seus túmulos como um ato heroico e vantajoso. Jesus, que é a verdade, não se calava diante destas coisas. NESTES DIAS DE OUTUBRO, REFLETINDO SOBRE O NOSSO PAPEL DE MISSIONÁRIOS, PEÇAMOS A DEUS A GRAÇA DE NÃO APENAS FALARMOS ATRAVÉS DE NOSSAS ORAÇÕES, MAS TAMBÉM DE FALARMOS A VERDADE COM A NOSSA VIDA CADA VEZ MAIS HUMANA E CADA VEZ MAIS CRISTÃ. Não são os conhecimentos meramente racionais e intelectuais que nos farão defender a verdade. Somente através de uma fé embasada na caridade, na justiça e no amor é que poderemos ser justificados pela Salvação que o Filho de Deus nos trouxe (1ª leitura – Rm 3,21-30). Agindo com a verdade, possamos fazer como Jesus. SEM NOS CONTENTARMOS COM OUTRAS SITUAÇÕES, DESTRUAMOS O QUE NÃO CONVÊM AO PROJETO DE DEUS. Com este propósito, rezemos por todos aqueles que não se calam e não mudam o seu pensar e agir porque almejam com suas próprias vidas, ver o evangelho de Jesus Cristo cada vez mais presente no coração das pessoas. Estes filhos de Deus que falam em nome da verdade, fazem com quem compreendamos que é possível viver a autenticidade na certeza de que outra coisa não nos basta, a não ser o amor de Deus, que se dá através de uma mente mais sólida e mais esclarecedora. Foi o que quis Jesus. Queiramos nós também. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUARTA - FESTA DE SÃO LUCAS, EVANGELISTA: “Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós” (Lc 10,1-9).

No dia em que a Igreja celebra a festa do apóstolo e evangelista Lucas, no contexto do mês missionário, encontramos uma conveniente ocasião para refletirmos sobre o nosso compromisso missionário e os desafios que esta missão nos apresenta. É muito bom fazer parte da família de Deus. Contudo, ser um Filho de Deus de verdade, implica perseverança e obstinação para superar os desafios. NO DIA DE SÃO LUCAS, ESTE HOMEM QUE ASSUMIU A VOCAÇÃO DE CUIDAR DO POVO DE DEUS, NO CORPO E NA ALMA, POIS ELE TAMBÉM ERA MÉDICO, O EVANGELHO NOS FALA DAQUELES QUE, ASSIM COMO ELE, DEPOIS DE OUVIREM AS PRECIOSAS ORIENTAÇÕES DE JESUS COLOCARAM-SE À DISPOSIÇÃO DO ANÚNCIO DO EVANGELHO. Entre as recomendações do mestre, é preciso enfatizar o cuidado que Jesus tinha de orientá-los acerca das dificuldades da missão, a ponto de também dizer-lhes que seriam como cordeiros no meio de lobos. Missionário autêntico deve estar sempre centrado, sem deixar que aqueles que torcem pelo fracasso da missão, sejam obstáculos para se fazer a vontade de Deus. Lucas, com o seu evangelho e com o seu testemunho, nos deixa isto muito claro. Suas palavras ecoam seriamente a proposta de Jesus. É PRECISO PERSISTIR NA MISSÃO, AINDA QUE OS DESAFIOS SE FAÇAM PRESENTES. É preciso crer que Deus nos encaminha ao êxito do seu amor por nós, ainda que escutemos pessoas a nos falar de maneira pejorativa e cruel, querendo nos afastar do ideal da missão. São Paulo, por diversas vezes, sentiu o peso do evangelho e mais ainda o desserviço daqueles que não o encorajavam diante das comunidades. Na leitura de hoje, fala-nos de um de seus discípulos que o abandonou, fala também de outro que lhe causa grandes danos. Mas não se deixou abater, como também sempre esteve preocupado com o seu amigo Lucas que o seguia também nesta importante missão (1ª leitura – 2Tm 4,10-17). COMO DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS, AINDA QUE A TAREFA SE TORNE PESADA, AINDA QUE MUITOS QUEIRAM NOS ENTRISTECER, COMO PAULO E LUCAS, OLHEMOS SEMPRE PARA JESUS. E assim a paz irá acontecer. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam