quinta-feira, 19 de abril de 2018

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA (ANO B): “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” (Jo 6,60-69).


Depois de falar-lhes sobre o seu corpo doado como alimento verdadeiro, capaz de garantir força e vida a todos, Jesus percebia que a repercussão de suas palavras gerava certo incômodo e estranheza. Achavam uma palavra dura, estranha e inacessível. É que A FÉ TAMBÉM PASSA PELO RACIOCÍNIO E PELA DECISÃO. Muitas vezes nos acostumamos a querer uma fé simplesmente sensível e emotiva. Palavras doces e sentimentalistas, no mundo de hoje, atraem mais. A PALAVRA DE DEUS, POR SER DURA, PENETRA O NOSSO CORAÇÃO, SE ALOJA EFICAZMENTE E DÁ SENTIDO AO NOSSO VIVER. Quem consegue fazer tal experiência, verá o quanto valerá a pena. Jesus constatava a não aceitação da parte de muitos, mas não modificava nada. A COERÊNCIA SEMPRE FOI O SEU FORTE. Precisamos também tomar a decisão de viver sempre a partir do que nos instrui Aquele que se doou inteiramente para que nós percebamos o quanto é necessário fazer para sermos realmente cristãos. Não foi fácil e nunca será. A RADICALIDADE DAS PALAVRAS DE JESUS SEMPRE ACENARAM PARA O QUE REALMENTE CONTA AO NOSSO VIVER! Muitos se escandalizavam. Ser discípulo do mestre Jesus envolverá sempre a inteireza do nosso ser. A NOSSA FÉ NÃO PERMITE “DAR UM JEITINHO” PARA SER DE JESUS. Jesus perguntou se não queriam desistir d’Ele, pois mudar Ele não mudaria. São inúmeras as vezes que escutamos pessoas dizendo que a Igreja é retrógrada, exigente demais para os tempos de hoje. A Fé é uma decisão pessoal. Uma decisão que requer convicção e profunda apreciação. Podemos até nos desequilibrar no início, sem conseguir aceitar e entender o que realmente é importante. A dimensão profética exige um pouco mais de nós. EXERCÍCIOS PARA FÉ SEMPRE SERÃO ÓTIMAS OPORTUNIDADES QUANDO SE QUER SER CRISTÃO DE VERDADE. Aprendamos com o bom discípulo Pedro. Antes, tantas vezes, se equivocava. Mas conseguiu se esforçar ao ponto de se tornar uma grande testemunha do evangelho, vivendo sempre por meio da luz da Páscoa que iluminava o seu coração (1ª leitura – At 9,31-42). Era por isso que Jesus se tornava exigente. Esta exigência, quando bem absorvida, continua ressoando positivamente em todos nós. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA (ANO B): “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida” (Jo 6,52-59).


Estamos hoje com a última parte do discurso de Jesus sobre o “pão da vida”. Essa história de comer a carne e tomar o sangue soava de forma complicada para os judeus. Achavam mesmo que Jesus estava falando de um possível canibalismo. Isso tudo soava de forma repugnante. O que Jesus queria dizer mesmo era que ASSIM COMO O ALIMENTO, UMA VEZ INGERIDO, NÃO MAIS CONSEGUE SER IDENTIFICADO NO ORGANISMO HUMANO, A NOSSA RELAÇÃO COM JESUS, EUCARISTICAMENTE, DEVERÁ TORNAR-SE UMA SÓ REALIDADE. O Sagrado, pela misericórdia de Deus, absorve nossa fraqueza humana. O corpo e o sangue de Jesus são totalmente doados à nossa salvação. QUE NOSSAS VIDAS SEJAM CONSUMIDAS EM PROL DE UM VERDADEIRO MOTIVO, COMO FEZ JESUS. O pai e a mãe se consomem inteiramente no lar, no trabalho, na criação dos filhos e na doação exigente do amor mútuo porque encontram na família o pleno e verdadeiro sustento de suas vidas. Por isso são chamados a ser uma só carne como Jesus. Quando se tem uma meta, tudo o mais passa a ser secundário, pois o amor verdadeiro foi encontrado. Acolhamos o exemplo da conversão de São Paulo (1ª leitura - At 9,1-20). O Cristo que ele perseguia, tornou-se o seu ideal de vida. São Paulo, antes de mudar, alimentava-se unicamente da vontade de exterminar os cristãos. Ao ter contato com a luz verdadeira, alimenta-se de Jesus. Na carne, no corpo e sangue de Jesus, doados como alimento, São Paulo se deixa absorver de uma maneira tal que ele mesmo afirma: “vivo, mas não eu. É o Cristo que vive em mim”. Por isso Jesus nos diz hoje que seu corpo e seu sangue são nossa verdadeira comida e bebida. Isto, queridos, é a EUCARISTIA, alimento pascal. Renovemos a nossa vida como São Paulo, para que possamos testemunhar o Cristo ressuscitado a todos aqueles que a vida nos faz encontrar. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

quarta-feira, 18 de abril de 2018

QUINTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA (ANO B): “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Jo 6,44-51).

É bom rezar e meditar com estas palavras, por ocasião da Páscoa do Senhor que ora celebramos. AGIRMOS DE MANEIRA EUCARÍSTICA, TORNA-NOS COMPROMETIDOS COM A FÉ QUE NOS FAZ CRISTÃOS. Meditando as palavras deste evangelho, perceberemos o quanto somos criaturas pascais, pois Jesus se deu como alimento verdadeiro, quando assumiu a morte e inaugurou a vida nova, através de sua ressurreição. COMUNGAMOS COM A IGREJA QUANDO NOS ABRIMOS PARA UM COMPORTAMENTO SEMPRE MAIS EUCARÍSTICO. Eis, portanto, o verdadeiro sabor da eucaristia em nós. A IGREJA VIVE DA EUCARISTIA. Ela se faz a partir deste sublime sacramento. E nós, COMO IGREJA QUE SOMOS, TEMOS O DEVER DE PERPETUAR A PRESENÇA DO PÃO DA EUCARISTIA EM CADA GESTO DE AMOR, COMUNHÃO E PARTILHA. Jesus se faz alimento para que tenhamos o propósito de alimentar a todos que circundam o nosso viver. Por meio de suas palavras, diz-nos que Ele é a ponte que nos permite alcançar o coração de Deus. É COM JESUS QUE CHEGAMOS AO PAI. É vivendo cotidianamente os grandes sinais da nossa fé, sendo cada vez mais eucarísticos, que poderemos entender o quanto Deus nos assume como filhos. A nossa participação na santa missa nos permite compreender estas coisas. Mas é preciso entender tudo isto por meio da nossa fé madura, consciente e comprometida. ASSIM COMO VAMOS AO ENCONTRO DO PÃO DA VIDA QUE É JESUS, ESTEJAMOS CERTOS QUE ESTE MESMO PÃO SE FAZ PALAVRA PARA A NOSSA BOCA E PARA O NOSSO CORAÇÃO. Façamos como Filipe e o eunuco que a leitura deste dia salienta (1ª leitura – At 8,26-40). O eunuco lia o livro do profeta Isaías. Tinha vontade de aprender, mas reconhecia sua limitação. Até que o apóstolo Filipe se compromete a ensiná-lo. Porque aprendeu, quis ser batizado para amar ainda mais a fé. QUE ASSIM POSSAMOS NOS ALIMENTAR: DA PALAVRA DE DEUS E DA SANTA EUCARISTIA. A missa que celebramos, por meio das duas mesas que nos revelam o grande banquete de Deus, seja estendida a todos aqueles que desejam se comprometer com fé verdadeira, sinal grande de comunhão. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

terça-feira, 17 de abril de 2018

QUARTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA (ANO B): “Eu sou o pão da vida” (Jo 6, 35-40).


Por que Jesus, ao dizer que é o alimento da nossa vida, quis assumir a condição de pão? Pão é o primeiro alimento do dia. Quando chega o momento do café da manhã, logo nos lembramos do pãozinho que nos alimenta para o início de um novo dia. O padeiro levanta muito cedo para garantir este alimento na mesa de milhares de pessoas. Cedo porque tem pressa de dar conta do serviço. Deus tem pressa para vir a nós. Na oração do Pai Nosso, pedimos sempre a Deus que jamais deixe faltar o pão nosso de todo dia. Mas, ao rezarmos o Pai Nosso, peçamos para nos livrar de outras fomes também. Não somente a fome do alimento do corpo, mas também as fomes e as sedes que, infelizmente, provocam um vazio enorme entre nós. Quantas pessoas, mais do que o vazio do estômago, sentem doer na alma um vazio de Deus? Jesus é o alimento. É Ele o pão da vida. Se estivermos sempre atentos a este pão, estaremos imunes a qualquer tipo de situação que nos cause medo e dor. Este alimento fortalece. O testemunho dos primeiros discípulos na primeira leitura nos relata isso (At 8,1b-8). Após a morte de Estêvão, os primeiros cristãos tinham motivos suficientes para abandonar tudo e irem cuidar de suas vidas. Mas não foi esta a cena. Eram homens e mulheres eucarísticos. Porque se alimentavam de Jesus estavam preparados para a árdua missão. Enquanto os judeus mandavam matar os cristãos acreditando estar assim dispersando aquela fé nascente, estavam, na verdade, difundindo o amor cristão que não se apaga com a morte, mas se renova com a fome e a sede de viver. Deus não dispersa a sua atenção, mas espalha as sementes do seu amor. É o trigo novo que se lança para assegurar o pão que mata a fome e revigora o nosso ser. É Jesus ressuscitado que nos faz ser capazes de compreender as suas palavras e ações diante de nós. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

segunda-feira, 16 de abril de 2018

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA (ANO B): “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,30-35).


E mais uma vez o evangelho nos fala daqueles que teimavam em não querer aceitar as palavras de Jesus. Pediam para que demonstrasse de forma palpável como se realizava a sua obra. Muitas vezes agimos assim também. Não nos esforçamos para entender quais as reais consequências da nossa fé. Vamos ao encontro daqueles que nos apresentem “sinais”. Quem mais fizer estardalhaço com promessas de milagres, graças e curas, terá a nossa atenção. Mas o Jesus dos evangelhos nunca aceitou agir assim. Falou-lhes que o sinal era o seu amor verdadeiro e desprendido. E ainda hoje deve ser assim. UMA VIDA COMPROMETIDA, APESAR DOS DESAFIOS E PERCALÇOS DESTE MUNDO, SERVIRÁ SEMPRE COMO REFERÊNCIA PARA SERMOS CADA VEZ MAIS DE DEUS. É por isto que Jesus se fez pão. É Ele o verdadeiro alimento que supre as nossas maiores e reais necessidades. E PORQUE JESUS É PÃO, PRECISAMOS ENTENDER QUE NOSSO COMPROMISSO DE FÉ SEMPRE NOS LEVARÁ AO DOM DA PARTILHA E DA COMUNHÃO. Não existe outro jeito! É partilhando que entenderemos o verdadeiro sinal de que Jesus permanece conosco. Quem se alimenta da fé que é Jesus, reconhecerá o quanto deverá fazer pelos irmãos. Isto é ser cristão. ESTA É A MÍSTICA QUE DESENVOLVE A NOSSA CONSTANTE E INCANSÁVEL SEDE DE DEUS. POR ISSO APRENDEMOS QUE PRECISAMOS AGIR DE MANEIRA EUCARÍSTICA. Aproximamo-nos do altar da nossa fé, acolhemos Jesus Eucaristia como grande sinal para a nossa salvação e assim nos comprometemos com Ele para sermos sempre mais eucarísticos com as pessoas que estão à nossa volta e nos permitem enxergar os desígnios de Deus. ASSIM COMO JESUS SE FAZ ALIMENTO E SE DEIXA CONSUMIR POR AMOR A CADA UM DE NÓS, PRECISAMOS TAMBÉM PERMITIR COM QUE SEJAMOS CONSUMIDOS EM FAVOR DOS NOSSOS IRMÃOS. Meditemos o belo exemplo de Estevão (1ª leitura – At 7,51-8,1). Porque amava, aceitou morrer. Foi consumido para perpetuar a presença de Deus. Seja este o sinal das maravilhas de Deus, através de seu Filho Jesus, o verdadeiro doador de todos os dons. Padre Gondim. #GotasQueEdificam

domingo, 15 de abril de 2018

SEGUNDA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA (ANO B) “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna” (Jo 6,22-29).


Vivendo as alegrias da Páscoa, reflitamos, com o evangelho, sobre o valor intransponível e irrefutável que tem para nós cristãos a SANTA EUCARISTIA. Jesus ressuscitou, passou alguns dias com seus discípulos (é bom lembrar que estamos fazendo memória das aparições do ressuscitado ao longo desta Páscoa), mas em seguida, voltou ao Pai. Na solenidade da Ascensão do Senhor viveremos esta beleza com todo o seu esplendor. Voltou ao Pai, mas deixou-nos com a EUCARISTIA. Seu Corpo e Sangue como alimentos verdadeiros à nossa fé. A sagrada comunhão é um dos caminhos que temos para nos relacionarmos bem com Jesus e o seu projeto de amor. Todavia, este caminhar será condizente com a nossa fé se a nossa relação com a Eucaristia for estendida aos irmãos. De que nos adiantará a fila da comunhão se não levarmos Jesus no coração? Este é o convite que devemos acolher ao longo deste dia, com a nossa oração, mas também com o nosso ímpeto de vivermos sempre conforme a sagrada eucaristia. No evangelho de hoje, nos damos conta de que Jesus multiplicou os pães e os peixes diante das pessoas, mas também deixou aquele povo alvoroçado. Seguindo a lei do menor esforço, queriam estar sempre perto de Jesus para garantirem o alimento até o fim de seus dias. Mas Jesus não hesitou, pois o alimento real era para a vida eterna. Saiamos pelos caminhos de nossas vidas e façamos o mesmo. MAIS DO QUE COMUNGAR, Sejamos EUCARÍSTICOS para que o nosso comportamento revele que cremos no Cristo ressuscitado. Alegres e verdadeiramente envolvidos pelas alegrias da Páscoa, acolhamos o testemunho de Estêvão na primeira leitura de hoje (At 6,8-15). Estêvão, porque saia, anunciava e vivia o amor do Cristo Eucarístico, tornou-se testemunha, até mesmo na morte. Será que não estamos precisando nos mortificar um pouco, a fim de que a Eucaristia nos conduza ao plano da vida que Deus apresenta para nós? Meditemos estas palavras sentido o sabor da EUCARISTIA neste contexto de RESSURREIÇÃO. Não apenas com o nosso paladar, mas, sobretudo, com o nosso CORAÇÃO. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

sábado, 14 de abril de 2018

3º DOMINGO DA PÁSCOA (ANO B): “Vós sereis testemunhas de tudo isso!” (Lc 24,35-48).


Deparamo-nos com as aparições do Cristo ressuscitado. Não era uma ilusão de ótica, uma alucinação ou fantasia dos discípulos. Verdadeiramente Jesus se apresenta. E não de forma espetacular ou extraordinária. Aparece como Um necessitado que se esvazia para que pudessem se preencher do seu amor. Jesus provou que estava mesmo ali diante deles. Pediu até para comer. Ele já havia dito em outra ocasião que quando damos de comer a quem tem fome, é a Ele que estamos alimentando. Pediu alimento para que não duvidassem que Ele, mais uma vez, estava ressuscitado no meio deles. Seu corpo era o mesmo, mas agora GLORIOSO. Não tinha necessidade nem mesmo do pão material. Quis comer para matar a fome daqueles homens carentes. Queria cativá-los. Por isso foi abrindo suas mentes e corações para entenderem a Palavra de Deus e prosseguirem com suas vidas. QUEM ENCONTRA O RESSUSCITADO, MUDA DE VIDA. Aliás, cabe-nos a pergunta: DE QUE MANEIRA JESUS RESSUSCITADO SE APRESENTA A NÓS HOJE? Ele nos pede no evangelho para sermos suas testemunhas. Como estamos testemunhando que cremos em Jesus? Medrosos e passivos não faremos a experiência do seu amor por nós. Na vida dos sofredores que estão à nossa volta, ou mesmo na nossa própria vida, Jesus continua mostrando suas mãos e seus pés marcados pela intolerância, desamor e desrespeito. O que estamos fazendo para reverter tais situações? Tendo os mesmos sentimentos d’Ele, certamente seremos suas testemunhas. O evangelho ainda diz que Jesus abriu a inteligência daqueles seus interlocutores para entenderem como se deve ter fé. Na primeira leitura, vemos um Pedro com inteligência. Falando e agindo a partir do Senhor que morreu, mas ressuscitou (At 3,13-15.17-19). Da mesma forma encontramos João que afirma o quanto é preciso viver os mandamentos para demonstrar que verdadeiramente se vive a fé de Jesus e em Jesus (1Jo 2,1-5a). Está mais do que na hora de repetirmos as atitudes do ressuscitado para que a Páscoa seja verdade na nossa vida. Que o Senhor verdadeiramente vivo, nos reanime e nos fortaleça, para que, alimentados pela Palavra e pela Eucaristia, possamos sempre sentir sua presença em nosso meio. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam