quarta-feira, 19 de julho de 2017

SÁBADO - MEMÓRIA DE SANTA MARTA: “Senhor, se tivesses estado aqui meu irmão não teria morrido” (Jo 11,19-27).

Mais uma personagem presente nos evangelhos nos faz apreciar o amor de Deus por nós. Há poucos dias, meditamos o evangelho em que Jesus visitava as irmãs Marta e Maria. Marta se encontrava agitada e preocupada com as coisas de casa. Maria apenas queria contemplar e ouvir o Filho de Deus. No dia dedicado à memória da discípula Marta, outra vez percebemos o quanto aprendemos com ela para nos voltarmos ao essencial, ainda que experimentemos sinais de dor e de morte. O evangelho de agora nos narra a dor destas irmãs pela perda do irmão Lázaro. Novamente, a questionadora Marta vai ao encontro de Jesus. Manifesta a sua dor, assim como também a certeza de que Jesus poderia ter evitado aquele fatídico episódio. Assim como Marta, dando conta dos nossos afazeres, será que teríamos a lucidez e a sensibilidade de reconhecer que Jesus nos devolve a vida, ainda que o mundo nos faça ver o contrário? NÃO É A MORTE PARA ESTE MUNDO QUE NOS IMPEDIRÁ DE EXPERIMENTAR A ALEGRIA DA VIDA EM SUA PLENITUDE, E SIM O AMOR DE DEUS POR NÓS. Marta foi tendo certeza destas coisas porque se tornava cada vez mais amiga e discípula de Jesus. MESMO DIANTE DA MORTE DO IRMÃO, SOUBE RECONHECER E TESTEMUNHAR QUE PARA DEUS NINGUÉM DEIXA DE VIVER. Somente quem é capaz de amar, conseguirá crer que Deus jamais será capaz de nos desamparar, sobretudo diante da morte. QUEM CRÊ NESTAS COISAS, PORQUE AMA E SENTE QUE DEUS É AMOR, TERÁ A GARANTIA DE QUE A MORTE NÃO É O FIM (1ª leitura – 1Jo 4,7-16). O amor não conhece limites, muito menos o que seja o fim, pois a sua essência nos remete sempre ao próprio Deus, que é eterno. Santa Marta foi aprendendo, mesmo sofrida com a morte do irmão. E porque soube depositar a sua fé no autor e princípio da vida, reconheceu que Deus não desampara nenhum de seus filhos. Vivamos com a esperança de que o amor de Deus nos projeta para a verdadeira vida. É crendo na vida que se alcança o céu. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEXTA-FEIRA DA 16ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende” (Mt 13,18-23).

Mais uma parábola se descortina à nossa frente. Hoje nos alimentamos do exemplo da PARÁBOLA DO SEMEADOR. Deus é o semeador. Nós as suas sementes. Desde o primeiro instante de nossas vidas fomos uma semente que, a partir do encontro amoroso de nossos pais, passamos a ser fecundados e gerados no amor de Deus. MAS, COMO SEMENTES, GERAMOS E PRODUZIMOS FRUTOS? O evangelho aponta algumas sementes desperdiçadas à beira do caminho, outras sufocadas pelas pedras ou pelos espinhos. DEUS QUER QUE ALCANCEMOS A TERRA BOA DA VIDA. Se soubermos acolher as orientações e os desígnios de Deus, o nosso real e principal semeador, não seremos subjugados em meio às pedras e espinhos que nos chegam como empecilhos que não fecundam o amor de Deus em nós. Deus lança a semente e deseja que continuemos dando a Ele a condição necessária para acompanhar o desenvolvimento desta mesma semente. Por isso hoje meditamos os dez mandamentos (1ª leitura – Ex 20,1-17). Esta regra de vida que fará com que entendamos que não basta apenas sermos sementes, tampouco lançarmos as sementes como um semeador irresponsável. DEUS NÃO PLANTA NADA AO RELENTO. Deus não se utiliza da ironia humana para nos mandar “PLANTAR BATATAS”. Quer que nós saibamos o que estamos fazendo. A leitura de hoje nos fala do sábado como dia consagrado a Deus. Uma interpretação defasada nos deixa intrigados como os nossos irmãos protestantes. Lembremo-nos que a nova Lei quem a deu pleno cumprimento foi Jesus. Ele se fez semente, pois disse que toda semente deve morrer para dar um novo fruto. Ele aceitou morrer na cruz. Foi na árvore da vida que doou o seu sangue para regar a semente de um novo fruto. A ressurreição é o novo fruto de nossa fé. E a ressurreição se deu num domingo. É este o dia que colhemos as verdadeiras sementes para prosseguirmos com a nossa vida. Plantando e semeando, daremos conta das maravilhas do Senhor. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUINTA-FEIRA DA 16ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Por que tu falas ao povo em parábolas?” (Mt 13,10-17).

Mais uma vez Deus espera humildemente que nós aprendamos a reconhecer as suas ações no cotidiano de nossas vidas. É triste ainda observarmos que existem pessoas que esperam um sinal de Deus de forma espetacular, como se fosse uma peça teatral repleta de recursos de imagem e som, conforme a tecnologia moderna oferece. Deus é simples demais. Tão simples que seu Filho Jesus falava das coisas do céu através de parábolas. Histórias simples, permeadas de elementos e situações da vida das pessoas, a fim de que as mesmas não encontrassem dificuldade para compreender a benevolência de Deus agindo em suas vidas. Em meio a esta mensagem, Entendamos que DEUS ELABORA A HISTÓRIA DA NOSSA VIDA COMO UMA PARÁBOLA. Uma história que no tempo presente não se encontra uma compreensão fácil, mas que depois de mais um tempo, as coisas vão se tornando claras e bastante edificantes. NÃO FAÇAMOS DA HISTÓRIA DE NOSSAS VIDAS UMA “HISTÓRIA DA CAROCHINHA”. Aquelas histórias infantis onde se começa com um “ERA UMA VEZ” e termina sempre com um “VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE”. A felicidade que desejamos ter sempre é a felicidade que vem de Deus. Podemos cair no erro de achar que a felicidade assemelha-se a uma fábula encantada. O adágio popular já diz que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Peçamos a Deus a seriedade e a serenidade para sabermos interpretar os seus sinais na nossa vida, como interpretamos as suas parábolas de amor e de fé. O povo hebreu, com o coração fechado, não sabia reconhecer os sinais de Deus num trovão, numa nuvem escura e em outras manifestações de seu poder (1ª leitura – Ex 19,1-2.9-11.16-20). Nós não dependemos mais destes recursos. Deus já nos falou em seu Filho Jesus. Abramos os nossos corações para ouvi-lo e amá-lo sempre em nossos irmãos. Esta é a história que vale apena ler com os sinais de nossas vidas. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUARTA - MEMÓRIA DE SÃO JOAQUIM E SANTA ANA, PAIS DE NOSSA SENHORA: “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram” (Mt 13,16-17).

No dia em que a tradição recorda os avós de Jesus, sintamo-nos também convidados a rezar pelos nossos avós. São Joaquim e Santa Ana eram os pais de Nossa Senhora. Os quatro evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João) não falam diretamente deles. O que conhecemos sobre os pais de Maria nos chega a partir dos chamados evangelhos apócrifos, ou seja, alguns escritos que não foram reconhecidos como inspirados por Deus, mas que oferecem alguns elementos interessantes para a história da nossa fé. Não é porque os evangelhos da nossa Bíblia não façam referência a eles que nós vamos duvidar ou questionar a existência dos pais de Nossa Senhora. Todos nós trazemos conosco a nossa chamada “árvore genealógica”. Aqueles que vieram antes de nós e por isso permitem que nós estejamos aqui hoje. E como Maria foi a escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, bem sabemos que ela tinha algo especial a oferecer a Deus. Este algo especial ela soube colher e cultivar a partir dos primórdios de sua vida, em seu seio familiar. Contemplando estas coisas, neste dia em que celebramos a memória de São Joaquim e Santa Ana, saibamos reconhecer o privilégio que é poder atribuir à nossa vida, os ensinamentos daqueles que vieram antes de nós. NÃO PARTIMOS DO NADA. TRAZEMOS CONOSCO O RESULTADO DE UMA VIDA DE LEMBRANÇAS, MEMÓRIAS E MUITAS RECORDAÇÕES QUE ALIMENTAM A NOSSA VIDA, AJUDANDO A SERMOS QUEM HOJE SOMOS. São as oportunidades que Deus nos confiou, desde o instante em que nos fez vocacionados à vida. Sejamos autênticos e honestos, reconhecendo os atributos e a história daqueles que fizeram de suas vidas um fervoroso louvor a Deus (1ª leitura – Eclo 44,1.10-15). Nossos avós fizeram história. Façamos a nossa olhando para o legado que eles nos deixaram. São Joaquim e Santa Anta nos deixaram Maria que nos deixou Jesus. Feliz aquele que sabe valorizar os seus antepassados. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

terça-feira, 18 de julho de 2017

TERÇA - FESTA DE SÃO TIAGO MAIOR, APÓSTOLO: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mt 20,20-28).

Celebramos hoje a festa de um dos apóstolos de Jesus. Tiago era o seu nome. Era chamado de Tiago maior para fazer distinção ao outro Tiago que pertencia ao número dos doze. O de hoje era filho de Zebedeu e irmão de João, o evangelista. O outro Tiago era filho de Alfeu. Basta consultarmos os evangelhos que iremos entender um pouco a identidade de cada apóstolo de Jesus. A mãe de Tiago Maior havia pedido a Jesus para que os seus dois filhos fossem postos num lugar de destaque no céu, simplesmente porque eram seguidores de Jesus. Destaque e reconhecimento era o que ela almejava. Afinal, toda mãe quer o melhor para os seus filhos. Naquele tempo também existia “mãe coruja”. A intenção dela era boa, mas não era fazendo barganhas com Jesus que poderia obter como recompensa o reino dos céus. Jesus foi claro com ela, assim como sempre foi transparente com os seus discípulos e continua sendo conosco. A CRUZ NOSSA DE CADA DIA É QUE SERVIRÁ COMO DISTINTIVO, SE QUISERMOS ALCANÇAR UM DIA O REINO DOS CÉUS COMO RECOMPENSA. Em meio aos ensinamentos do mestre de Nazaré, certamente aquela mãe foi percebendo que Jesus era diferente. Os seus filhos também foram aprendendo a viver com gosto cada desafio para estar sempre mais ao lado de Jesus. O salmo de hoje também serve de inspiração, quando afirma que: “os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria” (Sl 125). Não caiamos na tentação de querer prestígio simplesmente por sermos diferentes de alguém. AINDA QUE SEJA DIFÍCIL E EXIGENTE, UMA VIDA MODESTA E AUSTERA SERVIRÁ MUITO MAIS PARA DEUS DO QUE QUALQUER REGALIA QUE ESTE MUNDO POSSA OFERECER. São Paulo hoje nos diz que ele e os demais apóstolos traziam consigo um grande tesouro, mas este tesouro era guardado em vasos de barro (1ª leitura – 2Cor 4,7-15). Meditemos sobre estas coisas, a fim de que o prestígio a nos envolver seja sempre Jesus, com a sua luz e a sua cruz! Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEGUNDA-FEIRA DA 16ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO ÍMPAR): “Nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas” (Mt 12,38-42).

Nos ditames da vida, inúmeras vezes desejamos chegar a conclusões que passem unicamente pela lógica do nosso ser e pensar. Almejamos adequar as coisas de forma ordenada, equilibrada e equacionada para suprir nossos interesses e admoestações. Mas nem tudo na vida poderá ser equacionado ao nosso bel prazer. A LÓGICA DO “A+B” MUITAS VEZES NÃO CORRESPONDE AO QUE SOMENTE O TEMPO SE ENCARREGARÁ DE RESOLVER. O evangelho nos oferece um questionamento apresentado a Jesus, de maneira ríspida e até mesmo movido por arrogância. Mas Jesus, que sempre foi manso e humilde de coração, e também prestativo para com a ordem e a justiça, fez com que os seus interlocutores compreendessem que AS COISAS NEM SEMPRE SÃO ACOLHIDAS CONFORME A LÓGICA HUMANA. Queriam um sinal para que pudessem crer que Ele seria mesmo o Filho de Deus. Não poucas vezes agimos desta maneira. Queremos milagres para atestar a nossa fé. Jesus foi habilidoso, cauteloso e sábio com a resposta. Sinal, apenas o de Jonas. Quem sabe da história deste profeta, compreende que o mesmo teve que fazer a experiência de estar no ventre de um peixe por três dias, para depois compreender as coisas que estavam à sua volta. Claro que este relato é alegórico. Mas traz um significado deveras profundo. O SINAL DE QUE AS COISAS ESTÃO INDO BEM É O SINAL DA CRUZ DE JESUS. Uma fé quase mágica, movida a situações extraordinárias não é a fé de Jesus. ALGUMAS VEZES NECESSITAMOS SENTIR DEUS ENDURECENDO OS NOSSOS CORAÇÕES, PARA QUE POSSAMOS NOS SENSIBILIZAR E ENTENDER COMO AS COISAS EDIFICANTES DA VIDA PODERÃO NOS ALCANÇAR E PERDURAR O NOSSO SER QUE SE ELEVA QUANDO SE TEM DEUS EM PRIMEIRO LUGAR (1ª leitura – Ex 14,5-18). Sinais fáceis devem provocar desconfiança em nós. O que nos eleva, difícil é. Numa relação madura com Deus, poderemos compreender os seus desígnios. ELE SEMPRE SABE O QUE É MELHOR PARA NÓS. Eis o sinal de que Ele nos ama. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A): “Não semeaste boa semente? Donde veio o joio?” (Mt 13,24-43).

Quando falava para multidões, Jesus sempre preferia ensinar as coisas de Deus com suas famosas parábolas. Hoje o evangelho nos oferece três delas: a parábola do joio e do trigo, a da semente de mostarda e a da massa junto ao fermento. TODAS ESTAS HISTÓRIAS SERVEM PARA QUE JAMAIS TENHAMOS DÚVIDAS SOBRE A BONDADE E A PACIÊNCIA DE DEUS PARA CONOSCO. Sua clemência e misericórdia nos fazem acreditar o quanto Ele nos ama. Na primeira história, o dono da colheita orientou seus empregados para que deixassem o joio crescer junto ao trigo. Deixar o joio crescer também, faz-nos entender que É POR MEIO DA PACIÊNCIA E DA PERSEVERANÇA QUE PODEREMOS SABER COMO DEVERÁ SER O NOSSO PROCEDER NO MOMENTO DE NOSSAS MAIORES DECISÕES. Muitas vezes somos provocados a querer agir conforme os nossos impulsos e a nossa maneira de enxergar as coisas. Era este o desejo dos empregados quando pediram para arrancar o joio. Aprendamos com Deus. É NO DISCERNIMENTO MADURO E NA APRECIAÇÃO DO TEMPO QUE PODEREMOS OBTER MELHORES RESULTADOS AO NOSSO VIVER. Sem deixar de mostrar a sua força, Deus age com paciência e compaixão (1ª leitura – Sb 12,13.16-19). Precisamos nos abrir incessantemente para a presença do Espírito de Deus. É Ele quem vem ao encontro de nossas fraquezas. É d’Ele a iniciativa para sabermos lidar com as grandes decisões que devemos tomar (2ª leitura – Rm 8,26-27). Deus, que é perfeito, acolhe nossas imperfeições. Somos também como a história do grão de mostarda. Pequenos e quase insignificantes. Mas, se deixarmos, o amor de Deus fará prodígios em nós. Seremos uma grande e robusta árvore. Mas isto requer tempo e discrição como o fermento misturado à massa. O fermento não é visto, mas sua ação é eficaz. QUE AS NOSSAS OBRAS FALEM AO MUNDO QUEM REALMENTE SOMOS. SE AGIRMOS COMO O TRIGO OU COMO O JOIO DIANTE DA VIDA QUE DEUS NOS PERMITE ALCANÇAR, NA MANSIDÃO E NO SILÊNCIO, PODEREMOS CRESCER COMO O GRÃO DE MOSTARDA OU COMO O FERMENTO NA MASSA, E ASSIM MOSTRAREMOS AO MUNDO QUEM REALMENTE SOMOS, SEMPRE A PARTIR DO AMOR DE DEUS! Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam