quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

3º DOMINGO DO ADVENTO (ANO A): “Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz” (Jo 1,6-8.19-28).


Chegamos ao chamado DOMINGO DA ALEGRIA. Claro que a grande e principal alegria ainda não chegou. Mas, por estarmos vivendo o tempo do Advento, tempo de preparação para a celebração forte do Natal do Senhor, atingimos agora a metade desta belíssima caminhada. E por seguirmos caminhando, já podemos perceber a nossa meta sendo alcançada. Por esta razão é grande o motivo para nos alegrarmos. Contudo, estamos apenas experimentando um saboroso aperitivo, a fim de podermos continuar seguindo com este mesmo fervor e ardor, na direção segura e certa do Natal. O que temos agora é uma alegria cautelosa e sempre mais cuidadosa. Por estarmos percebendo o resultado da nossa perseverança, mediante a preparação que nos é confiada e também assumida, já nos sentimos alegres. MAS NÃO PODEMOS RELAXAR. Muito há ainda a ser vivido, assumido e assimilado. Continuemos caminhando! Prossigamos com este belo itinerário espiritual, CERTOS DE QUE O NATAL DO SENHOR NOS REMETE A CERTEZA DE QUE, ASSIM COMO DEUS MANIFESTOU A SUA PLENA ALEGRIA, ENVIANDO O SEU FILHO ÚNICO PARA NOS FAZER ENTENDER O QUE SIGNIFICA A GRANDE FELICIDADE DO SEU AMOR, SÓ PODEREMOS VIVER FELIZES E REALIZADOS DE VERDADE, QUANDO NOSSA VIDA ASSUMIR O FIRME PROPÓSITO DE ENXERGARMOS A NOSSA FELICIDADE NO SEMBLANTE E NO CORAÇÃO DO NOSSO IRMÃO (1ª leitura – Is 61,1-2a.10-11). Esta é a alegria das alegrias que deve embalar o nosso coração. É assim que encontramos a felicidade de Deus que já se faz presente em cada um de nós. Quando tantos se contentam com a falta de sorte de muitos, sejamos portadores da alegria que nos faz ser realmente de Deus! Queiramos nos afastar de toda maldade, guardando unicamente o que é bom (2ª leitura – 1Ts 5,16-24). E que assim a verdadeira alegria de Deus nos comprometa a fazermos parte dela e podermos assim partilhá-la com todos aqueles que se aproximam de nós! Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

SÁBADO DA 2ª SEMANA DO ADVENTO: “Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Assim também o Filho do homem será maltratado por eles” (Mt 17,10-13).

O profeta Elias realizou grandes feitos enquanto esteve neste mundo. Viveu sempre em prol do povo. Assim também os outros profetas, como Isaías e João Batista que são grandes sinais deste profetismo e por esta razão são sempre lembrados ao longo do Advento. Tantos profetas já vieram, mas continuam vindo e sempre virão, a fim de nos apontarem o caminho certo, com dinamismo e solicitude, em meio aos sinais dos tempos. Eles suscitam em nós a sede que temos do eterno. O PROFETISMO DEVE ALCANÇAR A NOSSA BUSCA INCESSANTE PELO AMOR DE DEUS. Por esta razão, o evangelho de hoje nos apresenta novamente Jesus elogiando a ação missionária de seus profetas. Falavam de Elias. Jesus também falou de João Batista. Mas eles passaram. Ficam os exemplos que nos permitem enxergar que só Deus não passa. Por isso pedimos no Advento que o Reino de Deus alcance os nossos corações. Pedimos, mas sempre lembrando que é preciso fazer algo para que o reino prometido aconteça em nossos corações. SER PROFETA HOJE É CONTINUAR LUTANDO POR DIAS MELHORES PARA NÓS, PARA OS QUE AMAMOS E PARA O SENTIDO VERDADEIRO DA VIDA QUE DEVE PREVALECER NO MUNDO. LUTAR, SEM JAMAIS PERDER A ESPERANÇA E A CONFIANÇA. Estes sentimentos devem nortear as nossas reflexões ao longo do Advento. Esperamos o Salvador. Aquele que nos conforta com a justiça e apazigua os nossos corações. Esperamos por Ele, a partir dos exemplos de homens e mulheres que agem como Elias, Isaías, João Batista e tantos outros profetas. Souberam viver na expectativa de algo maior e suas lidas deixam profundas marcas ao nosso viver. Esta é a beleza do profeta que vive buscando a felicidade do povo, por meio do amor e da disciplina. O profeta fala de Deus para aqueles que ama. E porque ama, sabe repreender e fazer valer os princípios da fé. Eles ensinam e educam. Por isso são lembrados pelo povo (1ª leitura – Eclo 48,1-4.9-11). Precisamos de mais profetas. Precisamos ser também profetas. Não deixemos de lado a dimensão profética do nosso batismo. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEXTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DO ADVENTO: “Tocamos flautas e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!” (Mt 11,16-19).

De uma maneira bem poética, podemos dizer que a nossa vida assemelha-se a uma música. Nos momentos de alegria, torna-se uma música pra cima, viva, que encanta e faz cantar. Nos momentos difíceis, podemos ser comparados aos cantos fúnebres, penosos, canções de dor e de lamento. A NOSSA VIDA É CHAMADA A SER UMA LITURGIA. Contudo, assim como para cada instante há uma canção que melhor expressa o sentido do nosso viver, cada canção também traz consigo a sua identidade. Cada ser humano também trás consigo a sua identidade. Comparando a vida humana com uma canção, não deveremos jamais exigir que os outros, como se diz por aí, “dancem conforme a nossa música”. É sobre estas coisas que nos fala Jesus hoje. Depois de ouvir sérias críticas sobre João Batista e também a seu respeito, Jesus chama a atenção do povo, pois não sabiam o que queriam. Oscilavam em meio aos costumes e tradições. Criticavam João Batista porque tinha uma vida diferente das demais pessoas. Por isso achavam que ele tivesse um demônio. Parece muitos de nós. Quando não sabemos explicar os fatos, logo dizemos: “é o demônio!”. Criticavam Jesus porque sempre se fazia presente aos banquetes e festas. Por isso era chamado de fanfarrão. Algumas vezes estas oscilações podem tomar conta de nós. Não sabemos o que queremos ou queremos que os outros sejam como nós. Que o nosso canto transmita nossos sentimentos e ações, ainda que não seja o cantar daqueles que se encontram à nossa volta. Respeitemos as diferenças sem termos divergências. Aprendamos com as lições que nos chegam a partir do coração do nosso Deus. Atentamente observemos as palavras da parte do profeta Isaías (Is 48,17-19). DEUS RESPEITA O RITMO E O COMPASSO DA NOSSA MÚSICA. Ele não é autoritário para nos forçar a fazermos algo que não queiramos. Por esta razão, ensina-nos coisas úteis, conduzindo-nos para o bom caminho. Abracemos a ternura de Deus, para que saibamos respeitar as diferenças e assim podermos ser mais sensíveis. Seja este o ritmo a nos preparar para o santo Natal. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUINTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DO ADVENTO: “O reino dos céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam” (Mt 11,11-15).

Deus confunde os grandes deste mundo, a fim de oferecer-lhes redenção e ânimo para que alcancem discernimento sobre suas atitudes e possam mudar de vida. Nesta caminhada rumo ao Natal, atentos à vontade de Deus, Jesus descreve no evangelho de hoje como deve ser a nossa postura. Oferece-nos o exemplo de João Batista, destacando suas qualidades de profeta. Fala dele como o maior entre os homens deste mundo, mas também como o menor entre os eleitos dos céus. A dinâmica do amor de Deus muitas vezes nos confunde. Confunde porque deseja sempre nos desinstalar. QUANDO ACREDITAMOS QUE ESTÁ TUDO MUITO BEM, DEUS SE APRESENTA E EMBARALHA AS CARTAS DO JOGO DA VIDA, A FIM DE CONTINUARMOS EXERCITANDO A NOSSA MENTE E O NOSSO CORAÇÃO. Este exercício gera certa violência dentro de nós, como fala o próprio Jesus no evangelho. A violência que se refere Jesus é aquela que fazemos quando vencemos os sentimentos desregrados, os nossos medos, o comodismo que nos aprisiona e nos deixa alheios à dor dos outros. Quem supera tudo isso, saberá entender que violência fala Jesus hoje para nós. Nesta perspectiva, João Batista foi violento, pois não aceitava as coisas de maneira tranquila. É tanto que sua cabeça foi parar numa bandeja. João Batista viveu sua vocação no deserto e transformou aquele ambiente seco e hostil num lugar especial para suprir a necessidade dos sedentos de Deus. Em meio à secura e devastidão, as palavras provocadoras deste profeta tornam-se alimento para os famintos de uma mensagem nova para o deleite de seus dias. Nestes dias que antecedem o Natal, renunciemos uma vida de inércia, para que possamos perceber que o deserto de nossas vidas, convida-nos a entender que a mão de Deus transforma a nossa secura em fertilidade para nós e para os outros (1ª leitura - Is 41,13-20). JESUS COMEÇOU SUA MISSÃO NO DESERTO PARA PODER EM SEGUIDA, NOS OFERECER O PARAÍSO. Por isso que Deus continua a confundir a lógica humana. E que, teimosos e persistentes, possamos vencer os nossos medos para continuarmos pedindo: “vem, Senhor Jesus!”. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUARTA – MEMÓRIA DE SANTA LUZIA: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,28-30).

Chegando o final do ano, talvez percebamos que alguma coisa ou muita coisa certamente não aconteceu como havíamos planejado. No início de mais um ano, sempre são muitas as promessas que fazemos. Prometemos trabalhar mais, estudar mais, juntar algum dinheiro para realizar algum sonho pessoal ou familiar. Prometemos nos disciplinar talvez para uma vida de oração, estar mais disponível para o serviço da Igreja, enfim... São inúmeras as situações que vamos idealizando para um tempo novo que se descortina à nossa frente. Contudo, SE NÃO HOUVER AUTODISCIPLINA, O IDEAL NUNCA PASSARÁ A SER REAL. O nosso povo já diz que, “QUERER, NEM SEMPRE É PODER”. Assim é o ser humano. Por isso novamente é bom lembrar que estamos vivendo o tempo de preparação para o Natal do Senhor. Fazendo o nosso balanço de final de ano, se percebermos que o nosso saldo não está positivo como esperaríamos, continuemos esperando, mas em Deus. E esta é uma espera exigente, para que possamos alcançar mais maturidade. Jesus é mestre neste assunto! Por isso hoje nos pede para aprendermos com Ele. QUANDO AS COISAS FOGEM DO NOSSO CONTROLE, AO INVÉS DE NOS DESESPERARMOS, APRENDAMOS COM AQUELE QUE É MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO. Jesus sempre nos oferece mais harmonia para o nosso viver. Mas, O EQUILÍBRIO DE QUE PRECISAMOS NOS CHEGA A PARTIR DOS SEUS BRAÇOS ABERTOS E ERGUIDOS NA CRUZ. Este é o jugo que suaviza as nossas dores. Aprendamos com a cruz de Jesus, para que possamos dar sentindo às nossas cruzes, ainda que nem tudo sejam flores. Saibamos esperar em Deus. O profeta Isaías nos enche de paz hoje com a primeira leitura, ao nos dizer que “OS QUE ESPERAM NO SENHOR RENOVAM SUAS FORÇAS, CORREM SEM CANSAR, CAMINHAM SEM PARAR” (Is 40,25-31). Quando a cruz pesar, é bom também olharmos para a cruz de Jesus presente naqueles que talvez sofram e se inquietem muito mais do que nós. E assim ao aprendermos com Jesus, ensinemos aos outros para que possamos perceber que o nosso fardo se torna leve diante d’Aquele que nos suaviza com a esperança. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

TERÇA - FESTA DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,39-47).

Nossa Senhora grávida, faz-se sensível e solidária. Vai ao encontro de outra mulher, também grávida: sua prima Isabel. As mulheres, quando grávidas, tornam-se mais amáveis e acolhedoras. Passam a ser portadoras de uma vida nova. Com Deus, tornam-se co-criadoras. Desde o momento do seu impressionante SIM, Maria não soube mais o que era viver para si. Colocando-se à disposição de Deus, durante toda a sua vida, esteve a viver em prol dos outros. Que belo exemplo o evangelho deste dia nos oferece. Nossa Senhora se dirigindo apressadamente ao encontro de Isabel. Como Maria, tenhamos pressa de fazer o bem. COMO NOSSA SENHORA, ACOLHAMOS O ESPÍRITO SANTO, A FIM DE ESTARMOS “GRÁVIDOS” DO SEU AMOR, QUE GERA VIDA NOVA E NOS TORNA SEMPRE MAIS FECUNDOS EM TUDO AQUILO QUE FIZERMOS. Tendo a certeza de que Nossa Senhora vem ao nosso encontro para nos reerguer e nos fazer perceber a presença salvadora de seu Filho Jesus, a Igreja hoje nos convida a celebrar a FESTA DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, a padroeira da América Latina. Em meio a tantas dificuldades na vida do povo mexicano, tantas opressões e exclusões, eis que Maria mais uma vez vai apressadamente ao encontro daqueles que necessitavam de seu apoio maternal. Em 1531, a imagem de Nossa Senhora apareceu no manto do índio Juan Diego. NOSSA SENHORA TEM PRESSA DE NOS VER FELIZES. No tempo do Advento, percebamos que esta pressa é motivada pelo desejo de estar sempre disponível para ver a graça de Deus se realizar entre nós. Deus não quer que assumamos nada de forma irresponsável. Para isso, Ele nos garante o tempo necessário, para que a nossa vida seja sempre assumida de forma madura e consciente. São Paulo enriquece muito mais esta nossa reflexão com sua mensagem dirigida aos Gálatas (Gl 4,4-7). Deus nos atingiu com a realização plena de seu amor, quando chegou o tempo previsto. E Nossa Senhora fez parte deste tempo. Que o todo-poderoso que fez grandes coisas através de Maria, encontre a disponibilidade de nossa parte para vermos os seus prodígios acontecendo entre nós. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DO ADVENTO: “Homem, teus pecados estão perdoados” (Lc 5,17-26).

Na história de hoje, Jesus não somente oferece a cura a um homem paralítico, mas também perdoa os seus pecados. Se Jesus já sofria acusações porque curava os doentes, agora seus inquisidores estavam ainda mais revoltados, pois só Deus poderia perdoar pecados. Mas Ele não se importou com isso. Preferiu manter a sua atenção ao gesto solidário e fraterno daqueles que estavam sendo auxílio para o homem doente. Diante de tanta gente, num espaço muito pequeno, resolveram colocar o homem paralítico para chegar até Jesus atravessando o teto. DEUS SE SENTE FELIZ QUANDO NOSSA CRIATIVIDADE É SEMPRE USADA PARA O BEM. Percebamos, portanto, como é importante a condição de sermos intercessores uns dos outros. Jesus atendeu aquele doente porque os outros o levaram até Ele. Como tem sido a nossa atenção para com o sofrimento dos outros? Muitas vezes nos sentimos tristes e abatidos com os nossos problemas. Contudo, ao fazermos a experiência de ajudarmos aqueles que sofrem ainda mais do que nós, sentimo-nos bem e mais felizes. Por esta razão Jesus não apenas curou aquele homem, mas ofereceu-lhe o perdão de seus pecados. São Pedro, em sua carta, afirma que “A CARIDADE APAGA UMA MULTIDÃO DE PECADOS” (1Pd 4,8). FOI O GESTO DE AMOR E ATENÇÃO PARA AQUELE QUE VIVIA PARALISADO, QUE FEZ COM QUE JESUS MANIFESTA-SE A SUA CONDIÇÃO DE HOMEM-DEUS NO MEIO DAQUELA MULTIDÃO. Façamos o mesmo! Aprendamos a agir movidos sempre pela caridade e pela ajuda aos irmãos. Acabemos com tudo aquilo que nos deixa paralisados, inertes em meio às necessidades dos outros. O advento nos ajuda a nos mantermos sempre atentos ao que verdadeiramente conta a nosso favor. Preparando-nos para o Natal e sempre preparados para o encontro do Senhor que vem. Ele nos fortalece e nos enriquece plenamente, a ponto de não mais nos sentirmos debilitados e temerosos (1ª leitura – Is 35,1-10). Façamos destes dias de Advento, um momento novo para nos enchermos novamente de esperança e de alegria, a fim de acolhermos bondosamente o Senhor que vem para nos tirar toda paralisia que traz prejuízo ao nosso viver. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam